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quarta-feira, 7 de maio de 2014
Postado por
Vanessa Alonso
Tanto faz...
Entristeço ao olhar o que não posso mudar.
Enfureço por ver limitações mequetrefes.
É muito dolorido, viver o imutável.
Quando o "sangue" não faz diferença, não faz e pronto.
Há muito tempo aprendi a caminhar sozinha.
Isso não significa que sei fazer isso.
Tenho dificuldade em aceitar a apatia alheia.
Continuo amando, mesmo não recebendo nada em troca.
Insisto, mas me afastei um tanto assim. Só para ficar saudável.
Nem todos compreendem a intensidade de uma alma.
Não sou agradável aos olhos de todos, mas quem é?
Já não busco mais aprovações. Apenas caminho.
O que mudou ao longo de tantos anos?
Aprendi que não tenho o direito de permanecer. Não concordo, mas respeito.
Cada um que carregue a sua dor, ou escolha, não é assim?
Cada um que carregue o seu quinhão. Foi isso que aprendi.
Já não permaneço na presença, mesmo que aqui dentro isso seja dolorido.
Os que sorriam ao me ver, já não estão nesse mundo.
Há 10 meses deixei de ouvir o que importava.
Sim, eu precisei perder para compreender o que importa nessa vida.
Sou mais humana do que gostaria.
Saudades do que não foi, do que foi, de tudo.
Existia um elo, ele se partiu, para sempre.
Será que só eu vejo isso?
Tanto faz... É que as vezes sangra.


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