De repente ficou frio. Percebi
um tom de cinza.
Ficou vazio no meio do silêncio.
Penso que isso justifica o presente.
Julgo sem dó e comparo.
Inevitável não cometer tal pecado.
Triste ver que há lágrimas
escorrendo onde deveria haver apenas sorrisos.
Talvez a não importância seja
justificativa para o que o outro ainda é. Somos tão jovens?
Talvez não esperar, nutrir e
buscar, seja o melhor. Temos tanto tempo mesmo, não é?
Talvez eu seja mesmo uma
tempestade, que voa em diferentes direções, transformando paisagens.
Talvez eu não queira te ver mais
ou talvez seja só uma ressaca de sentimentos.
Só sei que a paz se foi e não é
isso que busco. Ainda não é.
Está bem perto e ao mesmo tempo
tão longe.
Ainda é pouco. Vazio e sem graça.
Ainda é só eu.
Ao menos é poesia, mas é pouco, eu busco mais.

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