Te amei sem ter asas.
E permaneci, mesmo quando tudo perdeu o sabor.
Aceitei quando estive sozinha.
Busquei desculpas para não ver, o que já sabia.
A tempestade que era fora, passou a ser dentro.
Destruiu todo o enredo.
Me perdi no caminho.
E não sei voltar ali.
Já não sou mais quem era.
E não sei quem eu sou.
Eu sorri querendo chorar.
Eu fingi não querendo atuar.
Atropelei a razão, só para ficar.
Quando percebi, tudo já era deserto.
Anos e anos a conta gotas. A luz apagou.
O sorriso sumiu. O desespero brotou.
E agora como é que eu desfaço?
Perdeu o valor. Ficou insosso.
Esqueceu o respeito, a escolha e o cuidado.
Deixou de lado, como se fosse algo inutilizável.
Acho que estive sonhando.
Passou rápido alguns anos da minha vida.
Agora acordei, mas não sei onde estou.
E tão pouco para onde vou. Só sei que vou.
E tão pouco para onde vou. Só sei que vou.


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