Tenho direito ao silêncio. Tem dias que durante a existência, nada é mais importante do que uma dose de silêncio. O calar, o parar, o pensar. Permanecer sozinho ou com Deus é tudo o que eu preciso.
No silêncio posso ignorar o que eu desejar. Tudo o que vem, despenca. Como um espelho, apenas reflete.
No silêncio encontro a paz. Aguço sentidos. Sou do tamanho que eu quero. Sinto tudo ou nada. Conheço limites. Vejo novas escolhas.
O silêncio é aquele breve espaço que precisamos para nos acalmar, tomar folego e observar a vida. Muitas vezes o silêncio é aquele impulso que precisamos para ir em frente ou mudar de direção.
No silêncio calamos aflições. Guardamos sorrisos. Ouvimos melhor os barulhos. Identificamos a origem. Sentimos a alma e o coração. Entendemos a razão. O silêncio tem muitas vozes. O silêncio pode ser um condutor, um canal, um caminho.
O silêncio encobre dor, transformam fatos, mudam espaços. O silêncio é mesmo algo essencial. Ele ocupa espaços, amplia a criatividade. Também fere, machuca, corta, afoga. O silêncio faz sentido!


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