Um
garoto bobo, diferente, silencioso.
Chegou
por um achado. Um dia qualquer.
Sorriu
comigo, ficou comigo, dormiu comigo.
Eu não estava sonhando, estava acordada.
Eu não estava sonhando, estava acordada.
Sim,
ele existiu, mas parou de existir.
E
agora já perdi as contas de quantas lágrimas caíram.
Ele transborda nos meus olhos.
Ele transborda nos meus olhos.
Não
posso fazer nada. Ele se foi.
Confesso
que nem ligava muito.
Era
tão simples, tão menino, tão sem assunto.
Uma brincadeira de Outono.
Dei
todo meu aconchego e em troca ele me deu colo.
Mas,
meu todo é também parte insana, assustei-o.
Ele
cansou. Parou de ver a parte que encanta.
Agora
só tem olhos para o pouco. Aqui ficou vazio.
Já
não fala. Já não sorri. Já não tem formato.
Já
não permanece. É apenas educado.
É só
um menino, que nunca mais voltou pra perto.


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