Triste é olhar
para as aflições e sentir-se impotente. É não conseguir realizar o que
precisamos para alcançar um objetivo. É não ter direito de apontar aquilo que o
outro precisa ver. É querer ajudar e não ser suficiente. É ser limitado a ponto
de não conseguir devolver o que recebeu um dia.
Quando
perdemos o equilíbrio e o caos se instala, qualquer palavra dita pode ser um
estopim. Quando o outro está cego e se perde em seus sentimentos, ficamos
impossibilitado de ajudar. De tanto insistir fico cansada. O impossível precisa sair de cena.
Pisar na
realidade e ver aquilo que não queremos é dolorido, mas só assim é possível
caminhar rumo as novas escolhas. Não importa se sangrou, se lágrimas escorreram
ou se o que era sólido danificou-se. O silêncio e a ausência traduz o não
querer. "Insanitudes" foi assim que deixei doer.
Foi uma tolice
sem tamanho. Não há culpados, só escolhas. Eu me permiti acreditar no
impossível, que ridícula! A dignidade humana é relativa. O valor moral ou
espiritual, não seguem regras, como muitos acreditam. Honra nesse mundo? Quanta
piada!
Palavras
bonitas não transformam atitudes. Atuação não é vida. Nada disso é novidade não
é mesmo? Só reforça o que já sei. Ir em frente nunca foi um problema. Cada
pedaço do meu ser que fica enroscado em uma situação, ou cada tropeço que eu
dou, só reforça o quanto preciso evoluir.
Sim, eu pago
para ver a distância que preciso percorrer. Não, não está bom. Mas isso
não é um problema ok? A dor é revestida de aprendizado. É oportunidade para
evoluir. Sim, estou triste, claro que estou. Eu me propus acreditar. Dessa vez
era verdade, mas não foi.
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