Às vezes fico suspensa na vida.
No centro do universo falta gravidade.
No excesso, transbordo.
O irreal pode ser habitável?
Tão profundo é o olhar, que não enxerga.
O vazio do humor, ensina.
Compreendo o barulho.
Viajo no deserto.
Vislumbro a sombra.
Desconheço.
Esvazia.
A verdade insisti, inexiste.
A escolha estarrece, ocupa espaço.
Erro, atropelo, atrapalho, tropeço.
Me engano e aceito.
Quando não percebemos a vírgula, só resta o ponto final.


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