Eu falo demais.
Falo no barulho.
Falo no silêncio.
Falo até quando não quero.
Sou como o excesso de cafeína.
Transbordando no organismo.
Meu olhar diz muito.
Transparência que condena a alma.
Sem domínio, me perco.
Mas que graça tem um café descafeinado?
Leitura fácil. Sempre preferi o complexo.
Eu faço o que falo.
As vezes não faço.
Não me importa a ordem dos fatores.
Se ela alterar o caminho ou nada mudar, tanto faz.
De hoje em diante eu apenas deixarei de me preocupar.
Só faço o que quero, mesmo quando não quero.
Já dizia o poeta.


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